Segunda, 12 Dezembro 2016 16:49

Não temos armas, além da oração

Escrito por Pe. Martin M. Barta
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Missa de véspera de Natal na igreja greco-copta em Damasco, Síria. Missa de véspera de Natal na igreja greco-copta em Damasco, Síria.

Creio que não haja outra festa contendo riqueza cultural, artística, familiar, tão realmente humana como o Natal. Esse evento influenciou tanto o mundo que a nossa contagem do tempo se inicia com o nascimento de Cristo. Com Jesus chegou a mudança de época e uma nova e maravilhosa perspectiva de vida. É por isso que se procura encontrar nas saudações de Natal as palavras mais bonitas e profundas.

Mas é difícil dar credibilidade aos desejos de um feliz Natal quando o mundo se encontra em situação tão grave como a de hoje. Todos os grandes governantes dizem isso. Também o Papa Francisco confirmou isto a caminho da Jornada Mundial da Juventude: “O mundo está em guerra, uma guerra em etapas. Houve uma guerra de 1914, depois uma outra de 1939-45 e agora esta. Não devemos ter receio de dizer a verdade: o mundo está em guerra, porque perdeu a paz.” São palavras fortes, palavras da verdade. Como podemos festejar o Natal, a festa da paz, quando a Terceira Guerra Mundial está acontecendo diante da nossa porta? Como podemos encontrar alegria em toda a beleza associada ao Natal, quando milhões de pessoas estão vivenciando o contrário?

E, no entanto, são justamente os cristãos oprimidos e perseguidos que nos demonstram como se vive o Natal. Eles surpreendem a razão Palavra Viva Pe. Martin M. Barta Assistente Eclesiástico Internacional humana: enquanto vivem fugindo, mantém firmes a fé. Não desfalecem porque, como os pastores de Belém, acreditam no que os anjos anunciaram: no Menino envolto em panos, reclinado na manjedoura. As palavras de São Paulo se confirmam nestes cristãos: “a tribulação produz a perseverança, a perseverança produz a fidelidade comprovada e a fidelidade comprovada produz a esperança. E a esperança não engana, pois o amor de Deus foi derramado em nossos corações” (Rm 5,3-5). Sim, esse amor humilde e compassivo pode enfrentar qualquer potência militar, política e econômica. O amor nunca se cansa de fazer o bem, embora a nossa contribuição possa parecer insignificante diante dos trilhões em despesas militares e danos de guerra.

Caros amigos, não só as pessoas do Iraque, da Síria ou de outras regiões de conflito, mas todos nós estamos envolvidos numa gigantesca batalha espiritual. Quando pedimos doações, o que queremos não é apenas estimular uma generosidade sustentada pelo clima de Natal. Nós pedimos a sua fé, que reconhece na gruta de Belém o início dos tempos novos. Só assim conseguimos doar generosamente, sem cansar, porque Deus não se cansa de nos doar seu amor. Um abençoado Natal desejo a vocês e às suas famílias.

Pe. Martin M. Barta
Assistente Eclesiástico Internacional

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